
Nascida no Rio Grande do Sul, em 1954, Virginia Flores trabalha com cinema desde 1975 atuando como Continuísta e Assistente de Direção. Em meados de 1980, inicia-se na edição de som de longas – são mais de quatro dezenas de títulos, posteriormente formou-se em Design de Som pelo National Film Board do Canadá, uma área inovadora no cinema brasileiro da época e foi designer de som de muitos filmes, passando também à montagem. Quando a Embrafilme foi extinta em 1990, a produção de filmes brasileiros desacelerou, e como muitos de seus colegas, Virginia se afastou temporariamente do cinema. Anos depois, com a Retomada do Cinema Brasileiro, a indústria foi revitalizada através de novas leis de incentivo. Desde Miramar (1997), inaugurou uma bem-sucedida dobradinha com o diretor Júlio Bressane, que se repetiu em títulos como São Jerônimo (1998), Dias de nietzsche em turim (2001), Filme de amor (2003), Cleópatra (2007), e A erva do rato (2008). Atualmente, é docente de Montagem e Preservação Audiovisual na Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA), e ainda mantém-se montando filmes como os recentes Duas Irenes (2017) e Tia Virginia (2023) de Fabio Meira.