
Pier Paolo Pasolini foi um polímata italiano — poeta, cineasta e intelectual — cuja obra provocadora mergulhou nas contradições da modernidade e na sagralidade do subproletariado. Marxista dissidente e crítico feroz da sociedade de consumo, ele transpôs para o cinema e para os versos uma estética crua e lírica, unindo o arcaico ao político até sua morte trágica e misteriosa em Ostia, em 1975, deixando um legado de resistência contra a homogeneização cultural.


